Estado economiza 100 milhões entre investimento e custeio com o SEI Bahia

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Ganho ambiental, agilidade e, principalmente, economia para os cofres públicos estaduais. A implantação do SEI Bahia, conduzida pela Secretaria da Administração do Estado (Saeb) desde dezembro de 2017, já gerou uma economia de cerca de 50 milhões, entre despesas com folhas de papel, grampos, capas de processos, impressão, transporte de material e mão de obra. Além disso, de acordo com uma estimativa baseada na Análise de Pontos de Função (APF), o sistema de gestão de processos e documentos eletrônicos vale cerca de R$ 50 milhões, o que também representa uma economia aos cofres públicos, já que o software foi cedido ao governo baiano pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4). No total, são 100 milhões economizados, entre investimento e custeio do projeto.

O SEI Bahia é uma ferramenta que permite a produção, edição, assinatura e trâmite de documentos dentro do próprio sistema e avança para extinguir o uso de papel na tramitação de processos no Estado. De acordo com números da coordenação do projeto, atualmente, cerca de 770 mil processos e 9,3 milhões de documentos tramitam no SEI Bahia, que tem cerca de 70 mil pontos de função, um número acima da média nacional. A Análise de Pontos de Função é uma técnica de precificação de sistemas de informação, que contabiliza as funções contidas em um software em termos significativos para os seus usuários, como explica o coordenador do projeto, Anderson Vasconcelos.

“É uma metodologia da Tecnologia da Informação, a TIC, uma técnica que permite mensurar o valor de um sistema baseado nas funcionalidades que este tem, no número de telas, nos campos de uma tela. Tudo isso determina a sua complexidade e o seu valor de mercado. Em média, no Brasil, cada ponto de função custa R$ 700,00. Fazendo os caçulos, se o Governo do Estado tivesse que pagar por este sistema, custaria cerca de R$ 50 milhões. Isso sem contar o tempo que teríamos que esperar para que esta ferramenta fosse desenvolvida e concluída”, disse.

O sistema permite que unidades, mesmo distantes fisicamente, atuem de forma simultânea no mesmo processo, o que colabora para reduzir o tempo de realização das atividades. Compra de materiais, aquisições de serviços, pagamento de diárias são alguns tipos processuais dentre um total de 677 tipos contabilizados. Diariamente, de 4 a 5 mil processos eletrônicos são inseridos no sistema, que promete ainda mais avanços. “A implantação continua. Acredito que ainda estamos no degrau 2 de implantação de um total de 10. Temos muita estrada pela frente”, finalizou Anderson.

Sobre o SEI Bahia – A Bahia é o primeiro estado do país a implantar o SEI, que foi criado e cedido gratuitamente pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) e escolhido como a solução de processo eletrônico no âmbito do projeto Processo Eletrônico Nacional (PEN). O SEI Bahia é o sistema informatizado de gestão de processos e documentos administrativos digitais do Poder Executivo Estadual. Além da redução de custos e dos ganhos ambientais proporcionados pela redução do consumo de papel, o software visa garantir mais agilidade e transparência à tramitação de processos.